Paris, je t'aime

Fui ver o novo filme francófono do pedaço este fim de semana. Paris je t'aime é uma idéia ruim: 20 diretores famoso fazem seu curta e juntam tudo num filme, em teoria, sobre Paris. E sobre o amor. Em Paris. A idéia é ruim porque 20 diretores famosos normalmente têm material para bem mais do que alguns minutos de filme. E 20 curtas diferentes inevitavelmente levam a assuntos diversos e desconexos.
Tudo isso acontece no filme, mas ainda assim vale a pena ir ao cinema. Dos 20, eu gostei muito de poucos. Mas o curta final, que postei no blog pessoal, é algo de tão bonito que vale todo o resto. Fala de uma mulher que já passou dos 40 e visita Paris pela primeira vez. Fala de uma mulher sozinha. Fala de felicidade, de tristeza, da vida, de escolhas. Fala de como viver. Não tem medo de ser ridículo, não tem medo de ser emocionante, não tem medo de se arriscar nos clichês.
É uma mulher vivendo um sonho e tendo uma epifania. É uma mulher que descobre como se sentir viva. Poderia ser em qualquer cidade do mundo, sinceramente. É em Paris porque é uma cidade muito bonita. Mas poderia ser na pracinha aqui da esquina. É reflexão. Eu comecei rindo dela e terminei querendo ser ela. Quero ser feliz como ela consegue, apesar de tudo. Quero me sentir viva como ela se sente.
Tenho certeza de que todas as minhas amigas vão entender este curta e vão se emocionar. É válido para gente de todos os sexos, mas com vocês eu posso compartilhar o que aquela mulher fictícia me fez sentir. E o melhor de tudo: tem o curta de graça no YouTube. Mas é claro que o impacto não é o mesmo da sala escura do cinema. Ainda assim, é válido. É lindo. Vejam e apaixonem-se.


