A eterna dúvida
Toda manhã é o mesmo drama.
Um tira e põe de calças jeans, saias, blusas, camisetas sem mangas em busca da produção mais confortável e adequada para o dia de trabalho pela frente. Em geral saio insatisfeita da frente do espelho. Nada veste mais como antigamente, as calças todas apertam no quadril, as blusas nunca têm o comprimento ideal para a saia certa. Marcam demais a barriga ou as costas ou os braços. Uma briga, sempre.
Aí saio de casa decidida que é aquele o dia pra começar a mudar tudo, a voltar a ter disciplina, a comer direito, a não aceitar os estímulos de chocolate que me oferecem diariamente, a não perder a linha.
Mas o dia vai passando e os níveis de stress aumentando. "Quer um bombom?" ÓBVIO que eu quero. Aí chego em casa à noite tendo certeza de que falhei miseravelmente na minha proposta matinal de ser disciplinada novamente.
É aí que mora a grade questão: preciso mesmo ficar mais magra pra ser feliz? Perder os tão pesados 15 quilos que se apossaram de mim há dois anos e meio vai me fazer sentir mais feliz MESMO?
Pela manhã eu sempre tenho certeza que sim. Cansada, depois de um dia pesado de trabalho e pressão, not so sure.
Porque a minha vida era tão diferente há dois anos e meio. Eu só estudava, chegava em casa cedo, não tinha grana pra jantar fora. Hoje eu trabalho 10 horas por dia (às vezes mais) e compenso grande parte do meu stress em comida boa.
Eu fico pensando... Será que eu consigo ficar feliz com o meu corpo chubbie? Será que alguém consegue?

