Obrigada, Miriam Goldenberg
"A cultura constrói a mulher muito fragilizada sem um homem. É como se eles fossem objetos disputadíssimos, um objeto fundamental. Enquanto a gente não reverter isso, vamos continuar agindo como loucas, disputando atenção, achando que um telefonema pode mudar a nossa vida.
O que a gente precisa é reverter essa idéia de que uma mulher sem um homem é uma fracassada, uma mulher menos. No dia em que as brasileiras falarem: 'A minha opção é casar e ter filhos', 'a minha opção é não casar e não ter filhos', 'a minha opção é ter um filho sem casar', quando tivermos todo esse cardápio de escolhas, vamos ser livres.
Eu tenho nos meus dados que as mulheres invejam a liberdade masculina. Como pode? Depois de tudo o que a gente avançou? Isso é porque as mulheres não são livres!"
Íntegra da entrevista aqui.
Marcadores: homem, mulher, mulheres, relacionamento


6 Comentários:
Sensacional entrevista e ponto de vista interessante. Ainda tenho dificuldade de ver isso na prática, por motivos explicados melhor no GTalk, mas acho muito legal ver isso impresso. Acho que vou comprar a revista e andar com a matéria pra cima e pra baixo, em caso de emergências mimimizentas.
Na prática funciona, minha gente!
Vou fundar um grupo de apoio. ¬¬
Acho que você tem que dar aulas, Lijam.
olha, eu costumo dizer que sou o q todo homem gostaria de ser se fosse mulher: sou livre. melhor ainda: eu me permito.
Sem culpas, sem dores. eu saio, com ou sem companhia, conheço novas pessoas, namoro, trepo ocasionalmente, etc e tal. mas isso ainda nào ameniza o rombo que é estar sem uma cara-metade. Acredito q o problema esteja aí... eu pelo menos nào sou plena enqto sozinha. Gosto de partilhar , gosto de cumplicidade , gosto de ter alguém ao meu lado.
Bom, isso tudo pq acabo de voltar de uma balada e q mais uma vez voltei só. sem neuras. dancei horrores! mas persiste um vazio q me entristece de vez enqdo.
É claro q essa indepedêcia toda é maravilhosa e enriquecedora, mas me questiono se ela compartilhada não seria melhor... Acredito que sim.
Ana, eu sei lá.
Passei 5 anos solteira e feliz da vida. Se nesses 5 anos eu tive 3 crises de "eu queria tanto um namorado", foi muito. Curti horrores a solteirice, entre períodos de "galinhagem" e períodos mais reservados. Gostei muito de descobrir que eu sou uma excelente companhia pra mim mesma e de saber que eu não PRECISO de alguém do meu lado.
Agora eu tou namorando e feliz da vida. E acho que o fato de eu saber que eu não PRECISO do meu namorado ao meu lado valoriza mais ainda o que a gente tem, porque eu não tou com ele por carência, ou porque queria alguém que me desse atenção.
É porque é realmente um lance legal. Não é uma necessidade. É uma opção e um prazer. Não é comer arroz e feijão pra não morrer de fome, é comer, sei lá, caviar porque é bom demais.
Dá pra entender? :P
Muito bom isso aí que você escreveu, Lija. Muito bom mesmo.
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