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Nós três

Três amigas. Três mulheres. Nós três.

Quarta-feira, 14 de Março de 2007

Obrigada, Miriam Goldenberg

"A cultura constrói a mulher muito fragilizada sem um homem. É como se eles fossem objetos disputadíssimos, um objeto fundamental. Enquanto a gente não reverter isso, vamos continuar agindo como loucas, disputando atenção, achando que um telefonema pode mudar a nossa vida.

O que a gente precisa é reverter essa idéia de que uma mulher sem um homem é uma fracassada, uma mulher menos. No dia em que as brasileiras falarem: 'A minha opção é casar e ter filhos', 'a minha opção é não casar e não ter filhos', 'a minha opção é ter um filho sem casar', quando tivermos todo esse cardápio de escolhas, vamos ser livres.

Eu tenho nos meus dados que as mulheres invejam a liberdade masculina. Como pode? Depois de tudo o que a gente avançou? Isso é porque as mulheres não são livres!"


Íntegra da entrevista aqui.

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6 Comentários:

HelenaN disse...

Sensacional entrevista e ponto de vista interessante. Ainda tenho dificuldade de ver isso na prática, por motivos explicados melhor no GTalk, mas acho muito legal ver isso impresso. Acho que vou comprar a revista e andar com a matéria pra cima e pra baixo, em caso de emergências mimimizentas.

14 de Março de 2007 19:05  
Lija disse...

Na prática funciona, minha gente!

Vou fundar um grupo de apoio. ¬¬

14 de Março de 2007 20:40  
HelenaN disse...

Acho que você tem que dar aulas, Lijam.

14 de Março de 2007 22:09  
Ana disse...

olha, eu costumo dizer que sou o q todo homem gostaria de ser se fosse mulher: sou livre. melhor ainda: eu me permito.
Sem culpas, sem dores. eu saio, com ou sem companhia, conheço novas pessoas, namoro, trepo ocasionalmente, etc e tal. mas isso ainda nào ameniza o rombo que é estar sem uma cara-metade. Acredito q o problema esteja aí... eu pelo menos nào sou plena enqto sozinha. Gosto de partilhar , gosto de cumplicidade , gosto de ter alguém ao meu lado.
Bom, isso tudo pq acabo de voltar de uma balada e q mais uma vez voltei só. sem neuras. dancei horrores! mas persiste um vazio q me entristece de vez enqdo.
É claro q essa indepedêcia toda é maravilhosa e enriquecedora, mas me questiono se ela compartilhada não seria melhor... Acredito que sim.

18 de Março de 2007 05:43  
Lija disse...

Ana, eu sei lá.

Passei 5 anos solteira e feliz da vida. Se nesses 5 anos eu tive 3 crises de "eu queria tanto um namorado", foi muito. Curti horrores a solteirice, entre períodos de "galinhagem" e períodos mais reservados. Gostei muito de descobrir que eu sou uma excelente companhia pra mim mesma e de saber que eu não PRECISO de alguém do meu lado.

Agora eu tou namorando e feliz da vida. E acho que o fato de eu saber que eu não PRECISO do meu namorado ao meu lado valoriza mais ainda o que a gente tem, porque eu não tou com ele por carência, ou porque queria alguém que me desse atenção.

É porque é realmente um lance legal. Não é uma necessidade. É uma opção e um prazer. Não é comer arroz e feijão pra não morrer de fome, é comer, sei lá, caviar porque é bom demais.

Dá pra entender? :P

19 de Março de 2007 08:35  
Daniell Rezende disse...

Muito bom isso aí que você escreveu, Lija. Muito bom mesmo.

4 de Abril de 2007 15:06  

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